Depois do Governo Cabral e do TCE-RJ, a Operação Calicute desembarca na Prefeitura do Rio, e mira pela primeira vez a gestão Eduardo Paes (PMDB). Autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, a operação “Rio, 40 Graus” cumpre nesta quinta-feira 10 mandados de prisão, entre preventivas e temporárias, em Pernambuco e São Paulo. A ação tem como base as delações de Luciana Salles Parente e Rodolfo Mantuano, ambos ex-executivos da Carioca Christiani-Nielsen Engenharia. Um dos alvos, o ex-secretário de obras de Paes Alexandre Pinto, foi preso em casa, em Jacarepaguá.
Os suspeitos são acusados de receber um total de R$ 35,51 milhões em propina decorrente das obras de um dos trechos do BRT Transcarioca, que liga o Aeroporto Galeão à Penha. Além da Carioca, fizeram parte do consórcio responsável pelas obras as empreiteiras OAS e Contern.
A operação de hoje tem como desdobramentos investigações da Calicute que levantam suspeitas de que o esquema faz parte da mesma organização criminosa liderada por políticos do PMDB no estado do Rio, ligados a Cabral. Outra obra suspeita de desvios é do Programa de Despoluição da Bacia de Jacarepaguá. Os investigados serão levados para a Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio, e serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O GLOBO








