Duas casas no bairro de Ipioca ficaram destruídas após a queda de uma barreira de contenção, na manhã desta sexta-feira (30). A Defesa Civil também informou a queda de uma árvore na Leste/Oeste. Ninguém se feriu.
Além das fortes chuvas que atingem Maceió desde a última quarta-feira (28), várias ruas amanheceram alagadas e os protestos das entidades sindicais contra as reformas propostas pelo governo bloquearam o trânsito na Avenida Fernandes Lima e na Avenida Assis Chateaubriand, na parte baixa da capital.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Dinário Lemos Júnior, pede cautela da população. “Está chovendo bastante e é importante que as pessoas que precisam sair às ruas tenham cuidado redobrado”, alertou.
Acima da média
De acordo com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), a chuva esperada para o mês de junho era de 300 milímetros, mas até o momento foram já registrados 500 milímetros.
“Choveu acima da média histórica e isso causa um monte de transtornos à cidade no ponto de vista de infraestrutura. Também ficamos temerosos de algum risco à integridade física ou à vida de mais algum maceioense. A Defesa Civil tem atuado tirando algumas famílias de áreas de risco, há uma resistência de algumas pessoas, e acho que isso é natural, mas sempre apelamos para o bom senso. Elas podem procurar a prefeitura que vamos cadastrar imediatamente para receber o aluguel social ou esperar por uma casa, pois no segundo semestre vamos entregar 4.200 novas moradias”, confirmou Palmeira.
Segundo o prefeito, a obra do Murilopolis está aprovada pela Defesa Civil Nacional desde o dia 6 de junho e o governo federal ficou de enviar R$ 750 mil, mas ainda não chegou. A obra na Ladeira da Moenda também foi aprovada junto com outras duas obras, mas sem verbas ainda.
“Estamos em alerta, com as secretarias de serviços todas reunidas para atender o mais rápido possível os chamados de Maceió. Temos quatro obras para serem realizadas e uma delas tem se mostrado essencial, que é a cratera do Murilópolis. Vamos ter que atuar e até agora só tivemos promessas do governo federal. Vamos ter que fazer com recurso próprio porque não dá para esperar, corre o risco de a via toda ser engolida. Vamos agir com os recursos que temos, que é o que temos feito até agora e vamos fazer um último apelo à Brasília na segunda. Essa situação política também prejudica muito porque hoje o presidente só pensa em se segurar e as políticas públicas estão largadas a último plano”.








