A Polícia Federal encaminhou ao presidente Michel Temer 84 perguntas relacionadas à conversa que ele teve com o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS. Os questionamentos foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin , relator do inquérito baseado nas delações de executivos da empresa.
O teor das perguntas feitas ao presidente não foi divulgado. Michel Temer terá prazo de 24 horas, contados a partir de sua notificação formal, para responder aos questionamentos por escrito. Apesar de Fachin ter negado as tentativas de Temer de suspender o interrogatório , o ministro do STF garantiu ao peemedebista o direito de não responder às perguntas.
A defesa do presidente argumentava no Supremo que o interrogatório só deveria ocorrer após a conclusão da perícia oficial do áudio entregue por Joesley à Procuradoria-Geral da República.
“Além de insanáveis ilicitudes formais, que serão apontadas oportunamente, já se mostrou que o próprio conteúdo da prova arquitetada pelo citado empresário foi evidentemente adulterado”, escreveram os advogados de Temer no recurso rechaçado por Fachin.
A defesa alertava ainda para que, caso viesse a se concretizar, o interrogatório da Polícia Federal não deveria incluir questões especificamente relacionadas ao áudio, uma vez que ele tem sua validade questionada por Temer. Uma vez que o conteúdo das perguntas encaminhadas hoje pela PF não foi divulgado, até o momento não se sabe se o pedido foi ou não atendido.
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