Para driblar uma ação do líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra a reforma trabalhista no Senado, com indicação de um relator aliado que barre o texto aprovado na Câmara, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o presidente em exercício Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) acertaram que a matéria tramitará simultaneamente apenas nas comissões de mérito: Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS).
Como a constitucionalidade já foi aprovada na Câmara, o entendimento é que não é necessária a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o presidente é Edison Lobão (PMDB-MA) é aliado de Renan e poderia indicar um relator contrário. O nome do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) é apontado pelos governistas como uma boa solução.
Na reunião de líderes comandada por Cássio, na ausência de Eunício que só retorna amanhã, o calendário traçado prevê a votação da reforma trabalhista no plenário, em votação única, até o fim do mês de maio.
Agora os relatores na CAE e CAS ficarão a cargo dos dois presidentes, Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e Marta Suplicy (PMDB-SP). Segundo o líder do PSB, Fernando Bezerra Coelho (PE), a decisão tomada por Eunício foi ratificada pelo presidente em exercício, Cássio Cunha Lima na reunião de líderes agora a tarde. Renan Calheiros se encontra em Alagoas e não participou da reunião de líderes.








