Como forma de desenvolver as potencialidades profissionais dos reeducandos e oferecer condições dignas para trilhar um novo caminho por meio do trabalho, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) promoveu, de 19 a 23 de setembro, a 1ª Semana de Capacitação da Fábrica de Esperança. A ação da Gerência de Educação, Produção e Laborterapia contemplou 46 apenados.
Ao todo, três cursos foram ofertados: Noções Básicas de Corte e Costura, Como Fazer o Tradicional Filé Alagoano e Marcenaria Básica. Para celebrar o sucesso da iniciativa, foi realizado um almoço na horta do sistema prisional na sexta-feira (23), com reeducandos, professores e parceiros do projeto.
Além dos certificados de conclusão dos cursos, os participantes receberam a Carteira Nacional do Artesão, fornecida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).
O secretário da Ressocialização, tenente-coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, ressaltou a importância dos parceiros nas ações de reintegração social. “A capacitação possibilita que, ao sair do sistema prisional, os custodiados trilhem um novo caminho. Chegando ao mercado de trabalho, eles terão o respaldo dos cursos realizados por instituições importantes, reconhecidas nacionalmente”, afirmou.
Marcos Freitas agradeceu a contribuição do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Sedetur.
A gerente de Educação, Produção e Laborterapia, Andréa Rodrigues, também destacou a participação dos professores dos cursos. “O sentimento hoje é de alegria. Foi possível notar a dedicação dos professores em transmitir conhecimento, transformando a vida dos reeducandos”, disse.
A custodiada Maria Helena Teixeira da Silva, de 43 anos, está há quase quatro no sistema prisional. De acordo com ela, sua vida tomou outro rumo desde que iniciou o cumprimento da sua pena. Ela foi alfabetizada e participou de dois cursos de eletricista. Atualmente, trabalha na oficina de pintura da Fábrica de Esperança e, após a capacitação, ela desenvolve aptidão para fazer o tradicional filé alagoano.
“Antes eu trabalhava como cortadora de cana; não sabia ler, nem escrever. Hoje já penso em utilizar o que aprendi no sistema como ofício ao ganhar a liberdade. Quero continuar produzindo pintura e filé, que foi o que me encantou verdadeiramente. Com a carteira de artesão que vou receber fica mais fácil trabalhar em algum ateliê ou mesmo de forma autônoma. Agradeço à Seris por todas as oportunidades que me foram dadas”, enalteceu.








