O jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira (5) traz uma matéria sobre novas investigações da Polícia Federal (PF) na construção da Usina de Belo Monte. Segundo o relatório, senadores do PMDB, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros, receberam doações das empresas da obra.
A propina teria origem na indicação de Edison Lobão para o Ministério de Minas Energia. Na época, ele controlava as empreiteiras que realizavam serviços a usina. Junto com os depoimentos da delação premiada de Delcidio do Amaral.
Renan Calheiros estaria na lista das quatro maiores propinas recebidas pelo partido, junto com Romero Jucá, Jader Barbalho e Valdir Raupp.
No caso de Renan Calheiros, a conclusão da análise da PF é que as contribuições vindas do partido equivalem a 97,3% do total arrecadado quando ele se candidatou a senador em 2010. Os seis maiores doadores de Renan contribuíram com R$ 5,4 milhões. Desse total, R$ 3,4 milhões vieram do diretório estadual do partido e R$ 1,84 milhão do comitê financeiro peemedebista do candidato. Tirando as fontes da sigla, as contribuições somam R$ 147 mil.
O diretório estadual do PMDB de Alagoas, por sua vez, recebeu R$ 1,4 milhão de três empresas que participaram da construção de Belo Monte: OAS, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa. A suspeita da polícia é que as empresas estavam pagando suborno com a contribuição oficial. A assessoria de Renan informa que todas as doações que ele recebeu são legais e foram declaradas à Justiça.
Com informações da Folha de São Paulo








