São 11 duelos do Brasil contra equipes africanas em Jogos Olímpicos, exatamente como ocorre nesta quinta-feira, no Estádio Mané Garrincha. Você sabe quantas vezes os brasileiros tropeçaram? Quase a metade desses jogos. Alguns deles, inclusive, marcam eliminações do Brasil na competição.
Em março, a Nigéria venceu o Brasil com Gabigol e Gabriel Jesus em Vitória. Mas, para a partida com cerca de 65 mil torcedores desta quinta-feira, Micale certamente terá na memória o amistoso seguinte. Justamente, contra a África do Sul: os rivais desta tarde perderam por 3 a 1 em Maceió e foram dominados do início ao fim. É o cenário que a seleção espera repetir para dar largada com o pé direito na Olimpíada.
Verdadeira obsessão para os brasileiros, em parte porque nunca venceram, o ouro olímpico ganhou tratamento como nunca antes na CBF. Como, inclusive, grande parte dos rivais desta Olimpíada realizaram. Em junho de 2014, antes mesmo da Copa do Mundo, a equipe sub-23 iniciava sua caminhada com o título do Torneio de Toulon. Alexandre Gallo ainda era o técnico e poucos jogadores chegaram aos Jogos, mas a semente começou a ser plantada.
Hoje, Micale defende não apenas o título, mas a vitória de uma ideia de jogo. A trajetória do treinador apenas por equipes de base somada ao discurso humilde e métodos modernos, inspirados em Pep Guardiola, fizeram a seleção olímpica se transformar em esperança. Apesar da baixa de Fernando Prass, o Brasil trabalhou com tranquilidade e uma atmosfera de otimismo poucas vezes vista na história recente da camisa amarela. Quando a bola rolar, tudo isso estará em jogo.
UOL Esportes








