Na véspera da abertura, o Comitê Rio-2016 vive uma crise financeira e de planejamento que afeta a organização dos Jogos. Pontos como segurança, transporte e visual das instalações são preocupações como ficou claro em reunião do COI (Comitê Olímpico Internacional) na tarde desta última quarta-feira (3). E faltam recursos para cobrir todas as áreas.
“A gente fez um compromisso e a opção por Jogos sustentáveis: chacoalha muito mais. Vamos tomar decisões difíceis todos os dias”, contou o diretor de comunicação do Rio-2016, Mario Andrada, que disse que pretende não ter dinheiro da prefeitura do Rio para cobrir déficit. “A rigor, tudo pode ser cortado. Só não pode cortar segurança dos atletas, qualidade da competição, campo de jogo.”
A situação é muito diferente de Londres-2012. No Congresso antes da Olimpíada de quatro anos atrás, não houve nenhum questionamento duro aos organizadores. Pelo contrário, a direção do COI elogiou a cidade por ter concluído tudo antes do tempo. O único problema foi a troca da equipe de segurança na entrada do Parque Olímpico da cidade inglesa, o que foi resolvido com a presença do Exército.
No Rio, a diretoria do COI tem tentado ser compreensiva por conta da crise do país. Ao mesmo tempo que corta despesas, o Comitê Rio-2016 tenta um último recurso para obter mais dinheiro governamental por meio de um patrocínio estatal. Uma ideia é a Embratur ser patrocinadora dos Jogos, em um modelo que tenta ser viabilizado.
O presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman, mostra otimismo e entende que todas as questões colocadas são antigas e comuns a outros Jogos. “São as questões (feitas por membros do COI) que as pessoas às vezes querem uma repetição da repostas. Foi um ambiente extremamente calmo.”
UOL








